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EDITORIAL: Como superar a crise nas urgências

Através de uma colaboração com a LinkedIn o Fórum Hospital do Futuro dispõe de um estudio virtual e acesso a transmissões vídeo em direto nesta rede social (também retransmitida no Twitter e Facebook).

Tendo presente esta “crise das urgências” este debate na hora realizou-se na passada 2a feira dia 20 às 18:30 teve a duração de 75 minutos centrado pela positiva, ou seja nas coisas que se podem fazer para mitigar este problema.  

Este debate segue um formato de tertúlia sem guião, apenas centrada no tema “Como superar a crise das urgências?”

Participantes:

Profª Maria do Céu Machado, Professora Catedrática Jubilada da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL)

Dr Carlos Cortes, Presidente do Conselho Regional do Centro da Ordem dos Médicos

Dr Carlos Alberto Silva, Presidente do CA do Centro Hospitalar Tâmega e Sousa

Dr Paulo Neves, Membro do conselho de administração na Centro Hospitalar Universitário do Algarve E.P.E.

e a participação de última hora do Dr José Mendes Ribeiro, Membro da direção da CESADI.

Principais conclusões

1. Aceitar que o SNS precisa de medidas estruturais algumas delas há muito diagnosticadas e propostas, no âmbito da gestão a criação de uma entidade gestora separada da tutela política e com total autonomia de gestão.

2. Mas não podemos esquecer esse é apenas um meio (uma possível solução) para o verdadeiro problema que resulta da falta de integração de cuidados e sua boa articulação para libertar o peso das falsas urgências e dar confiança aos utentes num atendimento integrado e personalizado no seu SNS.

3. A maior dificuldade reside na implementação de medidas de grande calado, num contexto de paz social e sossego operacional que hoje não existe.

4. A solução passará por aceitar os graves problemas do SNS como uma grande oportunidade para o reinventar e tornar mais útil aos cidadãos.

Possíveis medidas 

1. Convocar a sociedade para um grande debate para instituir um novo rumo para o mesmo criando um ‘Pacto Nacional para o Futuro da Saúde em Portugal: criar um SNS de nova geração’

2. Este grande espaço de diálogo nacional irá permitir ainda assim que sejam tomadas medidas no imediato e que permitam ganhar tempo para um conjunto de decisões já tomadas pelo governo possam frutificar.

3. Uma medida imediata que resultou deste debate é aplicar o modelo de gestão das PPP à Região de Saúde do Algarve, por exemplo, que lhe permita ser uma entidade gestora autónoma e que integra todos os níveis de cuidados na região à semelhança do SESARAM na Madeira.

4. Outra medida será a criação de equipas dedicadas em cuidados de urgência, separadas das escalas dos profissionais de ambulatório.

5. Ainda outra medida é a partilha do método de urgências em rede que está em vigor na ARS Norte a todas as ARS.

A visualização do debate poderá elucidar ainda outras ideias geradas.

Agradecimentos

Agradeço à Prof Maria do Céu Machado Dr Paulo Neves Dr Carlos Cortes e Dr Carlos Alberto e Dr José Mendes Ribeiro a generosa disponibilidade para este debate que espero tenha sido a um contributo pela positiva por parte da sociedade civil aportando uma diversidade de perspectivas que possam gerar a partilha de conhecimento e novas ideias para superar uma crise que era esperada e que ganhou naturais contornos mediáticos.

Próxima edição

Assista no LinkedIn aqui ou no YouTube aqui ou no Facebook aqui.

By | 2022-08-30T20:34:08+01:00 Agosto 11th, 2022|Categories: EDITORIAL|Comentários fechados em EDITORIAL: Como superar a crise nas urgências

About the Author:

Uma Trajetória de Sucesso em Colaboração, Inovação e Empreendedorismo Social --> Formação Acadêmica e Experiência Docente: Formado em Psicologia Social e das Organizações pelo ISPA, Paulo Nunes de Abreu possui mestrado em Gestão de Informação pela Universidade de Sheffield e doutoramento em Ciências da Gestão pela Universidade de Lancaster. Entre 1996 e 2000, atuou como professor no Instituto Superior de Psicologia Aplicada e na ISEG (Escola de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa). Experiência profissional como Consultor: Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, Paulo concluiu seu doutoramento em 2000. Desde então, acumulou vasta experiência como consultor, colaborando com o Governo Regional da Madeira (Direção Regional de Saúde) e participando em diversos projetos de consultoria e investigação com instituições de renome como o ISEG, INETI, Câmara Municipal de Évora, EDP, Ministério da Saúde de Portugal, Eureko BV, Observatório Europeu da Droga e PWC em Espanha. Especializações e Contribuições Relevantes: Certificado como facilitador profissional pela IAF (International Association of Facilitators), Paulo teve um papel crucial na criação das Cimeiras Ibéricas de Líderes de Saúde na Espanha e foi co-fundador do Fórum do Hospital do Futuro em Portugal. Especializado em GDSS (sistemas de apoio à decisão em grupo), projetou intervenções para otimizar processos de mudança e inovação nos setores de saúde e educação. Atuação Atual e Abordagem Profissional: Desde 2021, Paulo é cofundador da col.lab | collaboration laboratory Ltd., empresa sediada em Londres e spin-off da série de livros "Arquitetar a Colaboração", que aborda princípios, métodos e técnicas de facilitação de grupos. Sua trajetória, combinada com a experiência como residente em vários países e atualmente em Portugal, moldou uma abordagem profissional focada em colaboração, inovação e empreendedorismo social.