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Estar entre os 5 melhores SNS do mundo

O ano de 2016 marcou um grande feito futebolístico em Portugal, que se consagrou como país campeão da Europa. Se o Serviço Nacional de Saúde (SNS) português fosse equiparado ao ranking da sua selecção de futebol estaría entre os 5 melhores do mundo.

Este não é mais um daqueles retos inalcançáveis. Portugal encontra-se hoje numa já invejável 12ª posição mundial entre os melhores sistemas de saúde e por isso, será cada vez mais dificil escalar posições a partir daqui.

O grau de maturidade de gestão no sistema de saúde português é elevado, tanto no setor público como no setor privado, grande parte dos hospitais portugueses estão já ao nível dos melhores do mundo como o demonstram as certificações que são obtidas por entidades independentes como o King’s Fund ou pela Joint Comission.

Mas será este um objectivo de Estado, amplamente debatido e até consagrado numa lei pluri-orçamental aprovada por um amplo consenso nacional? Os escolhos para que qualquer país democrático possa chegar a um amplo consenso nacional nesta matéria são inúmeros e possivelmente até inalcançáveis. Vejamos o caso dos Estados Unidos, onde o programa “Obamacare” é um motivo de discórdia nacional e será desmantelado pelo novo presidente eleito. Ou vejamos o caso de Espanha onde a falta de um consenso nacional sobre a soberania do Estado leva a que algumas das suas autonomias inviabilizem qualquer pacto nacional para a saúde.

Portugal reúne hoje, a meu ver, umas condições únicas para conseguir dar um salto qualitativo em matéria de Saúde. Por um lado, existe uma corrente favorável ao Governo de Portugal, que recebeu já a carinhosa alcunha de “Geringonça” pela forma humilde como vai estabelecendo os consensos necessários para melhorar as condições socio-económicas do país. Por outro, a actual equipa de gestão de topo na Saúde poderá ser considerada como um dream team pelo leque de perfis e de experiência em gestão de saúde e, last but not least, pelo perfil do atual Presidente da República Portuguesa, que consegue aquilo que parecia impossível há apenas poucos meses atrás: fazer recuperar a confiança dos portugueses em si mesmos.

Para aprofundar este debate não deixe de participar no primeiro evento do Fórum Hospital do Futuro em 2017: Almoço-colóquio: Política de Saúde e a Reforma do Estado, com o amável patrocínio da Glintt.

Votos de um excelente novo ano para todos!

By | 2018-04-10T12:07:23+01:00 Janeiro 2nd, 2017|Categories: EDITORIAL|0 Comments

About the Author:

Licenciado em Psicologia pelo ISPA, mestrado pela Universidade de Sheffield e doutorado pela Universidade de Lancaster. Desde 1996, foi professor no Instituto Superior de Psicologia Aplicada e no ISEG (Escola de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa). Como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, concluiu o doutoramento na Management School da Universidade de Lancaster em Novembro de 2000. Foi consultor do Governo Regional da Madeira (Direção Regional de Saúde) e levou a cabo diversos trabalhos de consultoria e projetos de investigação para o ISEG, INETI, Câmara Municipal de Évora, várias empresas do grupo EDP, Ministério da Saúde Portugal, Eureko BV, Observatório Europeu da Droga, e PWC, em Espanha onde reside. Como facilitador profissional certificado e membro da IAF (International Association of Facilitators), iniciou as Cimeiras Ibéricas de Líderes de Saúde em Espanha e o Fórum do Hospital do Futuro em Portugal. É especializado em GDSS (sistemas de apoio à decisão em grupo) e projeta intervenções para otimizar a mudança e a inovação em saúde e educação. Desde 2020, é cofundador da Digital Collaboration Academy, uma empresa com sede em Londres, dedicada a facilitar o caminho para a adoção de ferramentas para a colaboração digital.

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