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EDITORIAL: Porque importa preservar a memória histórica?

Após um brando mês de agosto em Portugal no que a incêndios se refere, com a fatídica excepção da Serra de Monchique, inicia-se este mês com uma outra tragédia, desta feita no Río de Janeiro. O fogo, esse impedioso inimigo, reduziu a cinzas a quase totalidade do acervo do maior e mais antiguo museo do Brasil.

Trata-de de um prejuízo incalculável, mesmo que possa ser quantificado em milhões de Reais. Não há dinheiro no mundo que pague o voltar a desfrutar dessas obras.

Mas, a importância de poder preservar grandes obras e honrar a sua memória é, entre outras, a de poder inspirar as gerações atuais (e vindouras) a deixarem ainda melhores obras para o futuro. Este será, também, o mote de partida das celebrações do 40º aniversário do SNS português que irão culminar em 2019.

Para além das cerimónias oficiais, o Fórum Hospital do Futuro, irmanado com o Fórum Saúde para o Século XXI, irão promover um amplo ciclo de eventos por todo o país e pedimos, desde já, a adesão de todos os agentes económicos e sociais que colaboram e fazem parte desta grande obra nacional que é o SNS português.

Que nenhuma calamidade possa alguma vez destruir o que já foi conseguido em tão pouco tempo em Portugal – a 47ª economia mundial gera um sistema de saúde que se situa entre os 14 melhores do mundo.

Que esta obra que é o SNS possa inspirar os serviços de saúde em todos os países da Lusofonia, pela proximidade linguística, e os serviços de saúde vizinhos na península ibérica, pela proximidade geográfica, é o nosso desejo.

E que os responsáveis indiretos pela ocorrência dos incêndios em Monchique e no Rio, possam extrair as lições para que semelhantes catástrofes não voltem a ocorrer.

Créditos da imagem: CNN en español
By | 2018-09-06T14:31:38+01:00 Setembro 5th, 2018|Categories: EDITORIAL|0 Comments

About the Author:

Licenciado em Psicologia pelo ISPA, mestrado pela Universidade de Sheffield e doutorado pela Universidade de Lancaster. Desde 1996, foi professor no Instituto Superior de Psicologia Aplicada e no ISEG (Escola de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa). Como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, concluiu o doutoramento na Management School da Universidade de Lancaster em Novembro de 2000. Foi consultor do Governo Regional da Madeira (Direção Regional de Saúde) e levou a cabo diversos trabalhos de consultoria e projetos de investigação para o ISEG, INETI, Câmara Municipal de Évora, várias empresas do grupo EDP, Ministério da Saúde Portugal, Eureko BV, Observatório Europeu da Droga, e PWC, em Espanha onde reside. Como facilitador profissional certificado e membro da IAF (International Association of Facilitators), iniciou as Cimeiras Ibéricas de Líderes de Saúde em Espanha e o Fórum do Hospital do Futuro em Portugal. É especializado em GDSS (sistemas de apoio à decisão em grupo) e projeta intervenções para otimizar a mudança e a inovação em saúde e educação. Desde 2020, é cofundador da Digital Collaboration Academy, uma empresa com sede em Londres, dedicada a facilitar o caminho para a adoção de ferramentas para a colaboração digital.

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