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FPC apoia limitações aos produtos prejudiciais nas máquinas de venda automática

A Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC) acaba de anunciar que considera muito positiva para a saúde pública a intenção que o Ministério da Saúde tem de limitar o tipo de alimentos a disponibilizar nas máquinas de venda automática de alimentação presentes em Instituições do Serviço Nacional de Saúde.

Estas máquinas são por vezes a única oferta alimentar disponível aos utentes e funcionários, condicionando grandemente as escolhas, porque é habitual nestes equipamentos a presença exclusiva de alimentos com elevado conteúdo em sal, gordura e açúcar, nutrientes que em excesso são prejudiciais para a saúde, nomeadamente, para a saúde cardiovascular.

Assim, a FPC sugere que neste tipo de máquinas estejam incluídos alimentos que proporcionem opções mais equilibradas aos utentes, nomeadamente:
· Sandes variadas elaboradas com pães de mistura ou sementes que podem conter fiambre ou queijo ou mistas ou ovo cozido e que até podem incluir alface e tomate ou outro legume. Não devem ser utilizados molhos;
· Peças de fruta inteiras – maçãs, peras, bananas, frutos vermelhos;
· Taças com fruta pré-preparada cortada em pequenos pedaços – ananás, manga, morangos;
· Iogurtes sólidos e líquidos magros ou meio gordos e com baixo teor de açúcar;
· Pacotes “uni-dose” de bolachas tipo Maria ou torrada ou água e sal ou outra com baixo teor de gordura, açúcar e sal;
· Pacotes “uni-dose” de frutos secos ou sementes, sem sal – amêndoas, nozes, pevides, pistáchios;

· Copos de gelatina com vários sabores;
· Água lisa e água com gás;24
· Leite simples meio gordo e magro;
· Sumos naturais ou 100%;
· Chá ou infusões de ervas ou frutos.

A FPC considera ainda que seria muito importante implementar esta medida em escolas, universidades e todas as empresas e instituições públicas como ministérios, Assembleia da República, tribunais entre outras. Também no setor privado deveria haver sensibilização para a melhoria da oferta deste tipo de máquinas em todas as empresas, hospitais e espaços públicos.

By | 2017-02-08T22:27:35+01:00 Outubro 24th, 2016|Categories: NOTÍCIAS|0 Comments

About the Author:

Licenciado em Psicologia pelo ISPA, mestrado pela Universidade de Sheffield e doutorado pela Universidade de Lancaster. Desde 1996, foi professor no Instituto Superior de Psicologia Aplicada e no ISEG (Escola de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa). Como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, concluiu o doutoramento na Management School da Universidade de Lancaster em Novembro de 2000. Foi consultor do Governo Regional da Madeira (Direção Regional de Saúde) e levou a cabo diversos trabalhos de consultoria e projetos de investigação para o ISEG, INETI, Câmara Municipal de Évora, várias empresas do grupo EDP, Ministério da Saúde Portugal, Eureko BV, Observatório Europeu da Droga, e PWC, em Espanha onde reside. Como facilitador profissional certificado e membro da IAF (International Association of Facilitators), iniciou as Cimeiras Ibéricas de Líderes de Saúde em Espanha e o Fórum do Hospital do Futuro em Portugal. É especializado em GDSS (sistemas de apoio à decisão em grupo) e projeta intervenções para otimizar a mudança e a inovação em saúde e educação. Desde 2020, é cofundador da Digital Collaboration Academy, uma empresa com sede em Londres, dedicada a facilitar o caminho para a adoção de ferramentas para a colaboração digital. Autor e editor de "Arquitetar a Colaboração", o título de uma série de livros dedicados à facilitação de grupos, seus princípios, métodos e técnicas.

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