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Recuperar pulmões para garantir transplante

A operação de recuperação e avaliação pulmonar ex vivo, que hoje é possível no Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC) – Hospital de Santa Marta, constitui uma inovação que se apresenta como um método simplificado, com base em investigações prévias, para o tratamento de pulmões retirados para doação.

O número de pessoas doentes que necessitam de um novo pulmão é, atualmente, superior ao dos pulmões doados disponíveis. Isto depende, em larga escala, do facto de apenas cerca de 20% dos pulmões doados serem aceites para transplantação.

Têm sido estudadas, ao longo dos anos, diversas formas de resolver o problema da escassez de órgãos, como, por exemplo, o aumento da qualidade dos órgãos doados e a possibilidade de utilizar órgãos de dadores de coração parado.

Durante a última década, o método de recuperação e avaliação pulmonar ex vivo conquistou uma maior aceitação como forma de aumento do número de pulmões disponíveis para transplantação. Foi desenvolvido originalmente e utilizado pela primeira vez em humanos quando Steen e col. transplantaram um pulmão de um dador de coração parado em Lund, na Suécia, no ano 2000.

O método também pode ser utilizado na recuperação de pulmões de dadores inicialmente rejeitados.

O primeiro transplante uni-pulmonar de um pulmão de dador inicialmente rejeitado, após recuperação ex vivo, foi realizado com sucesso em 2005 por Steen e col. Este método foi adotado e aperfeiçoado por outros centros. Ao utilizar-se a recuperação e avaliação pulmonar ex vivo, a capacidade de oxigénio dos pulmões de dadores marginais pode ser aumentada e estes podem ser utilizados para transplantação.

By | 2019-12-07T11:35:35+01:00 Janeiro 24th, 2020|Categories: NOTÍCIAS, Sin categoría|0 Comments

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