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“Por qué no te callas?”

Na SIC Notícias, um ex-primeiro ministro de Portugal usou ontem uma expressão que foi empregue pelo emérito Rei Juan Carlos numa histórica cimeira ibero-americana, no final de 2007, referindo-se a Hugo Chavez e que tem uma página própria na Wikipedia.

Nesta excelente entrevista, que pode ser revista na íntegra aqui, Santana Lopes defende que esta máxima se deve aplicar a todos, incluindo obviamente Marcelo Rebelo de Sousa.

O país precisa de sossego para que se possam ouvir as pessoas que são indispensáveis à construção de políticas públicas mais eficazes. Para isso, a participação das pessoas implicadas pelas medidas políticas é essencial e devem ser ativamente envolvidas na elaboração das mesmas, sem crispação e com serenidade.

Nos processos legislativos, a consulta pública não pode ser meramente de fachada, publicando anúncios e prazos exíguos no Diário da República que apenas uma minoria lê e que muito poucos acreditam que possam fazer qualquer diferença.

A resolução dos problemas do país, implica envolver as pessoas afetadas ab initio e de forma inteligente, tal como o fazem já algumas autarquias como Cascais ou Valongo, com os seus orçamentos participativos.

Qualquer decisão sobre saúde dos portugueses deveria necessariamente envolver as autarquias que são a parte do Estado que mais próximo está dos cidadãos.

Porque um país é composto por regiões e os problemas no Algarve não são os mesmos que os do Centro ou do Norte de Portugal, em qualquer matéria e muito menos em saúde.

Como é lógico, uma coordenação nacional será sempre necessária. Quando as administrações regionais de saúde investem em ‘data centers’ estes deveriam estar inseridos numa arquitetura global de dados em saúde que inclua igualmente as regiões autónomas e, em última instância, interoperável com os dados dos sistemas de saúde dos outros países membros da União Europeia.

No entanto, a nova coordenação executiva do SNS não tem a seu cargo os sistemas de informação na saúde e deverá articular-se com uma outra entidade pré-existente. Isto irá trazer acrescidas necessidades de coordenação inter-organizacional por parte do ministro da tutela, tudo o contrário da visão subjacente no novo estatuto do SNS, a sua total autonomia de gestão e independência.

Num recente artigo aqui no LinkedIn vi esta infografia que revela bem a diferença entre mudança e transformação dois conceitos que se confundem mas que são diferentes.

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Fonte: clique na imagem

Se nos mantivermos apenas no domínio da gestão da mudança no SNS arriscamos não dedicar atenção ao que é mais necessário que nunca, a sua transformação.

SNS de Contas Certas | Jantar-debate

Um think tank ou laboratório de ideias é composto por uma ou várias reuniões privadas em que os participantes abordam tópicos diversificados que intersectam a estratégia, a tecnologia e a política, geralmente levados a cabo por organizações sem fins lucrativos, como é o caso do Fórum Hospital do Futuro.

Com este Think Tank SNS de Contas Certas e Saúde Sustentável, pretendemos estimular o debate e a inovação sobre o papel que o Estado e a Sociedade Civil, juntos, poderão desempenhar para um SNS moderno e inovador, com as contas equilibradas e onde a cocriação de saúde seja uma realidade.

As sessões plenárias deste Think Tank serão precedidas de um Jantar-debate de boas-vindas aos participantes.

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No próximo dia 19/04 será nosso orador convidado o Dr Pedro Ramos, Secretário Regional de Saúde e Proteção Civil da Madeira: inscrições aqui.

Ao consultar o Chat-GPT sobre como poderá o Serviço Regional de Saúde na Região Autónoma da Madeira servir de exemplo e fonte de aprendizagem para a transformação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) português, com a nova direção executiva e o novo estatuto do SNS, estas foram as respostas sugeridas:

  • Integração dos serviços: A Região Autónoma da Madeira tem uma organização mais integrada dos serviços de saúde, o que facilita a coordenação e a colaboração entre os diferentes níveis de cuidados. O SNS português pode aprender com este modelo e promover uma maior integração entre os cuidados primários, hospitalares e continuados.
  • Atenção à saúde mental: A Região Autónoma da Madeira tem feito investimentos consideráveis na área da saúde mental, com foco na prevenção e na reabilitação. O SNS português pode seguir este exemplo e dedicar mais recursos e atenção à saúde mental, reconhecendo a sua importância para a saúde da população.
  • Utilização da telemedicina: A Madeira tem apostado no uso da telemedicina para melhorar o acesso aos cuidados de saúde e reduzir as desigualdades regionais. O SNS português pode aprender com esta experiência e investir na expansão da telemedicina, especialmente nas áreas rurais e periféricas.
  • Descentralização e autonomia: A Região Autónoma da Madeira tem maior autonomia na gestão dos seus serviços de saúde, o que permite uma maior flexibilidade e adaptação às necessidades locais. O SNS português pode estudar a possibilidade de descentralizar a gestão dos serviços de saúde, dando maior autonomia às regiões.
  • Participação comunitária: A Madeira tem incentivado a participação da comunidade na definição das políticas de saúde, promovendo a responsabilidade social e a transparência. O SNS português pode seguir este exemplo e envolver mais ativamente os cidadãos na tomada de decisões sobre a saúde.
  • Formação e retenção de profissionais de saúde: A Madeira tem desenvolvido programas de formação e incentivos para atrair e reter profissionais de saúde, especialmente nas áreas de maior carência. O SNS português pode aprender com essas iniciativas e investir na formação e valorização dos profissionais de saúde.
  • Eficiência e sustentabilidade: A Madeira tem buscado melhorar a eficiência dos seus serviços de saúde, através de uma gestão mais racional dos recursos e da introdução de tecnologias inovadoras. O SNS português pode estudar estas práticas e aplicá-las na busca pela eficiência e sustentabilidade do sistema de saúde nacional.

“Ao analisar e adaptar essas abordagens, o SNS português poderá beneficiar-se das experiências da Região Autónoma da Madeira, aprimorando a qualidade, a eficiência e a equidade dos serviços de saúde em Portugal.”

SNS de Contas Certas | Dupla Entrevista

A não perder hoje dia 11/04 às 18:00 esta entrevista a Ana Paula Harfouche (Head of Sustentabilidade e ESG) ARS Lisboa e Vale do Tejo) e Ana Varges Gomes (Presidente do Conselho de Administração do CHUA – Centro Hospitalar Universitário do Algarve).

SNS de Contas Certas é uma iniciativa do Fórum Hospital do Futuro e parceiros que se irá desenrolar ao longo de 2023.

Todos os meses oferecemos Videocast nas redes sociais com entrevistas aos criadores de saúde e altos-responsáveis no sistema de saúde português.

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By | 2023-04-13T07:43:07+01:00 Abril 12th, 2023|Categories: EDITORIAL|Comentários fechados em “Por qué no te callas?”

About the Author:

Uma Trajetória de Sucesso em Colaboração, Inovação e Empreendedorismo Social --> Formação Acadêmica e Experiência Docente: Formado em Psicologia Social e das Organizações pelo ISPA, Paulo Nunes de Abreu possui mestrado em Gestão de Informação pela Universidade de Sheffield e doutoramento em Ciências da Gestão pela Universidade de Lancaster. Entre 1996 e 2000, atuou como professor no Instituto Superior de Psicologia Aplicada e na ISEG (Escola de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa). Experiência profissional como Consultor: Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, Paulo concluiu seu doutoramento em 2000. Desde então, acumulou vasta experiência como consultor, colaborando com o Governo Regional da Madeira (Direção Regional de Saúde) e participando em diversos projetos de consultoria e investigação com instituições de renome como o ISEG, INETI, Câmara Municipal de Évora, EDP, Ministério da Saúde de Portugal, Eureko BV, Observatório Europeu da Droga e PWC em Espanha. Especializações e Contribuições Relevantes: Certificado como facilitador profissional pela IAF (International Association of Facilitators), Paulo teve um papel crucial na criação das Cimeiras Ibéricas de Líderes de Saúde na Espanha e foi co-fundador do Fórum do Hospital do Futuro em Portugal. Especializado em GDSS (sistemas de apoio à decisão em grupo), projetou intervenções para otimizar processos de mudança e inovação nos setores de saúde e educação. Atuação Atual e Abordagem Profissional: Desde 2021, Paulo é cofundador da col.lab | collaboration laboratory Ltd., empresa sediada em Londres e spin-off da série de livros "Arquitetar a Colaboração", que aborda princípios, métodos e técnicas de facilitação de grupos. Sua trajetória, combinada com a experiência como residente em vários países e atualmente em Portugal, moldou uma abordagem profissional focada em colaboração, inovação e empreendedorismo social.